Gravidez na adolescência: quem são os verdadeiros culpados?

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.4995/reinad.2020.13401

Palabras clave:

adolescencia, gravidez na adolescencia, políticas públicas

Resumen

A adolescência, considerada um período de transição biopsicossocial apresenta diversos tipos de vulnerabilidades, dentre elas a gravidez precoce. Quando se menciona gravidez na adolescência, essa expressão é diretamente associada a menina grávida, ocultando o papel masculino, a gravidez também é considerada um problema estritamente familiar, desconsiderando o papel da sociedade e do Estado na construção desse problema de saúde pública. Por isso, a pesquisa apresenta o questionamento: “Qual o papel da família, da sociedade e do Estado na prevenção da gravidez na adolescência?” Para responder ao problema, foi utilizado do método de abordagem dedutivo, partindo de premissas gerais até chegar nas específicas, o procedimento adotado foi o monográfico, utilizando de pesquisa bibliográfica e documental. Os objetivos da pesquisa consistem em desenvolver conceitos multidisciplinares sobre o período da adolescência, analisar as causas múltiplas para gravidez na adolescência e, por fim, apontar as responsabilidades da família, da sociedade e do Estado na construção de ações que visem a prevenção da gravidez precoce. Desta forma, a pesquisa apresentou como resultados preliminares a necessidade da educação sexual voltada as crianças, adolescentes e adultos, bem como a elaboração, efetivação e avaliação de políticas públicas voltadas a prevenção da gravidez na adolescência. A pesquisa também trouxe como conclusão a imprescindibilidade da atuação conjunta de todos os órgãos da tríplice responsabilidade compartilhada para o fim da gravidez na adolescência, não sendo uma responsabilidade unicamente familiar.

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Biografía del autor/a

Marli Marlene Moraes da Costa, Universidade de Santa Cruz do Sul

Doutora em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC, com pós-doutoramento em Direito pela Universidade de Burgos - Espanha, com bolsa CAPES. Professora da Graduação e da Pós-Graduação Lato Sensu em Direito da Universidade de Santa Cruz do Sul - UNISC. Professora do Programa de Pós-Graduação em Direito - Mestrado e Doutorado da UNISC. Coordenadora do Grupo de Estudos Direito, Cidadania e Políticas Públicas do PPGD da UNISC. Especialista em Direito Privado. Psicóloga com Especialização em Terapia Familiar. Membro do Conselho Consultivo da Rede de Pesquisa em Direitos Humanos e Políticas Públicas. Membro do Núcleo de Pesquisas Migrações Internacionais e Pesquisa na Região Sul do Brasil - MIPESUL. Integrante do Grupo de Trabalho em Apoio a Refugiados e Imigrantes (GTARI/UNISC). Membro do Conselho Editorial de inúmeras revistas qualificadas no Brasil e no exterior. Autora de livros e artigos em revistas especializadas.

Maria Victória Pasquoto de Freitas, Universidade de Santa Cruz do Sul

Mestranda em Direito com Bolsa Prosuc Capes Modalidade II na Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC) e Bacharel em Direito pela Universidade da Região da Campanha (URCAMP), integrante do Grupo de Estudos Direito, Cidadania e Políticas Públicas da UNISC. Endereço eletrônico: victoriapasquoto@hotmail.com. O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Brasil (CAPES) – Código de Financiamento 001.

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Publicado

29-10-2020

Número

Sección

Artículos